Foto: Fill Almeida
Duas décadas de trajetória e experiências acumuladas nos palcos ganharam novo registro na carreira do Garotas Suecas. O quarteto lançou seu primeiro álbum ao vivo, Inferninho, projeto que revisita diferentes momentos de sua discografia a partir de novas interpretações de músicas que acompanham a história da banda.
O material chegou às plataformas digitais nesta quarta-feira (4), acompanhado de registros audiovisuais que também resgatam canções importantes de seu repertório. Gravado durante o show comemorativo de 20 anos do grupo, realizado no Porta Maldita, em Pinheiros, São Paulo, o álbum foi concebido em uma atmosfera intimista, inspirada nos tradicionais inferninhos paulistanos.
A apresentação percorre diferentes fases, destacando as mudanças naturais que as composições ganharam ao longo dos anos e a identidade construída pela banda em suas performances ao vivo. Entre os destaques do lançamento está o registro audiovisual de “Silvia, 20 Horas, Domingo”, regravação de Ronnie Von que o Garotas Suecas apresenta desde os tempos em que ainda era um sexteto.
A música foi resgatada especialmente para a ocasião e representa uma conexão com os primeiros anos do grupo. Antes da chegada do álbum completo, a banda apresentou três singles que anteciparam a diversidade sonora do projeto. O primeiro foi “Todo Dia é Dia de Mudança”, composição do baixista e vocalista Fernando Perdido e do baterista Nico Paoliello, originalmente lançada no álbum 1234 (2022) e interpretada pela tecladista Irina Bertolucci.
Em seguida, o grupo disponibilizou “New Country”, originalmente presente em Feras Míticas (2013), com guitarras marcantes e vocais em inglês. A sequência foi encerrada com a nova versão de “Eu”, composição do guitarrista Tomaz Paoliello lançada no EP Dinossauros (2008). A releitura substitui a sonoridade freak beat dos anos 1960 por uma instrumentação inspirada nos anos 1990.
Para Tomaz, o lançamento representa o preenchimento de uma lacuna na discografia do grupo, já que a essência de uma banda se manifesta especialmente no palco e na relação direta com o público. Fernando também destacou a importância do ambiente do Porta Maldita para a gravação, ressaltando a eletricidade das novas versões e a possibilidade de registrar como as músicas e os próprios integrantes se transformaram ao longo do tempo. A direção audiovisual ficou a cargo de José Menezes, responsável por captar a atmosfera crua e festiva das apresentações.
Formado em 2005, o Garotas Suecas construiu trajetória marcada pela mistura de garage rock, soul e psicodelia, com quatro álbuns e quatro EPs lançados. O grupo ainda acumula uma experiência internacional expressiva, com quatro turnês pelos Estados Unidos, duas pela Espanha e apresentações em mais de 50 cidades no Brasil e no exterior.
Ao longo do percurso, a banda passou por festivais como Primavera Sound, SXSW e Planeta Terra, além de desenvolver colaborações com artistas como Elza Soares, Paulo Miklos, Lurdez da Luz e Kid Congo Powers, ex-integrante do The Cramps.
Ouça Inferninho logo abaixo!
