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O EP Volte a Viver, do artista Pingguim, é um trabalho que reflete uma fase introspectiva e emocionalmente carregada da sua carreira. Lançado de forma independente, o projeto se destaca por abordar temas como superação pessoal e saúde mental, criando uma conexão direta com ouvintes que enfrentam desafios semelhantes. A estética sonora mistura elementos do rap melódico com influências do lo-fi e do trap, reforçando o clima sensível das composições.
Ao longo das faixas, Pingguim constrói narrativas pessoais que transitam entre momentos de vulnerabilidade e esperança. As letras são marcadas por um tom confessional, com reflexões sobre dores internas e a busca por sentido após períodos difíceis. A produção musical acompanha essa proposta, com batidas suaves e melodias que destacam o caráter emocional do compacto, sem perder a identidade urbana do gênero.
Volte a Viver também representa um passo importante na consolidação artística de Pingguim dentro da cena independente brasileira. O projeto evidencia evolução tanto na escrita quanto na sonoridade, mostrando maior coesão estética e profundidade temática em comparação a projetos anteriores. Dessa forma, o EP amplia o alcance do artista e reforça sua ideia de criar música que dialogue diretamente com experiências reais e sentimentos universais.
Para entender melhor al processo de amadurecimento, a Glow Pop BR conversou com Pingguim sobre o lançamento. Confira nossa entrevista com o cantor logo abaixo e ouça Volte a Viver em seguida!
“O Tempo e a Distância” fala muito sobre lucidez emocional e recomeços. Em que momento da sua vida você percebeu que precisava transformar essa experiência em música?
“Eu simplesmente transformo experiências de vida e sentimentos que tenho em mim em música, sem fantasia, é 100% verdadeiro, acredito que isso é o que faz as pessoas se identificarem com as letras, sempre com muita cautela e responsabilidade pra que atinja as pessoas da melhor maneira possível e que agregue de forma positiva na vida de quem se sente tocado por cada música minha.”
Você já comentou que a letra nasceu de vivências reais. Foi difícil revisitar essas emoções durante o processo de composição?
“A música em si já mostra um pouco disso, não é uma letra que fica remoendo a dor ou o passado, simplesmente alguém bem resolvido fazendo o que tem que ser feito com consciência e maturidade, escrevi essa música vivendo o que está nela, então eu só estava colocando pra fora, hoje é apenas um fruto da minha história em forma de arte.”
Existe algum verso da canção que, para você, resume melhor o sentimento por trás de “O Tempo e a Distância”?
“Acho que o verso ‘O tempo e a distância sabem agir com elegância’ resume bem a essência da música. Ele fala sobre confiar no processo da vida. Nem tudo precisa ser resolvido no impulso ou na emoção do momento. ‘Calma, as coisas vão se resolver, a vida ou você vai dar um jeito nisso’.”
Suas influências passam por bandas como O Rappa, Charlie Brown Jr. e Natiruts. Quais outros artistas também influenciaram a sua trajetória musical?
“São vários, a grande maioria dessa tribo rock, hip hop e reggae dos anos 90/2000 tanto nacionais quanto internacionais, Raimundos, CPM22, Planta e Raíz, Sabotage, Linkin Park, Rage Against The Machine, Red Hot Chill Peppers, P.O.D, Limp Bizkit, Eminem, Cypress Hill e por aí vai…”
Sua música sempre transitou entre rap, rock e reggae. Você sente que agora encontrou definitivamente sua identidade sonora ou ainda se vê em constante transformação?
“Acredito que me encontrei sim, primeira vez que ouço minhas músicas curtindo como se fosse um fã mesmo, isso mostra o quanto estou feliz com o trabalho, mas também sei que estou só começando e que muita coisa ainda vai somar nesse processo.”
Como foi trabalhar com o diretor Leo Placucci para transformar a história da música em imagens no videoclipe?
“Conheci ele, de fato, no dia da gravação, parecia que éramos amigos de anos e que já tínhamos feito aquilo várias vezes, fez um dia de trabalho se tornar um dia de diversão. Ele trouxe um olhar cinematográfico que ajudou a traduzir toda emoção da música em imagens, representou demais!”
Se “O Tempo e a Distância” fosse um filme, qual seria e por quê?
“Eu diria que seria um filme sobre autoconhecimento. Aqueles filmes em que o personagem passa por algumas quebras internas, se perde um pouco no caminho, mas no final encontra uma versão mais madura de si mesmo. A música fala muito sobre isso: entender o passado, aceitar os processos da vida e seguir em frente com mais lucidez.”
O que o público pode esperar dos próximos passos da sua carreira em 2026?
“Posso dizer que 2026 prometeu e está cumprindo, as coisas estão acontecendo, já rolou a estreia na Midas Music com o Rick vindo na pressão com as produções, acabei de lançar um EP chamado “Volte a Viver” com 3 novas músicas que sinceramente a gente não conseguiu chegar numa conclusão de qual delas está melhor de tão satisfeitos que estamos, tudo está sendo além das nossas expectativas, o próximo passo agora é o palco, hora de encontrar a galera no ao vivo e deixar pra elas uma experiência única através dessa coisa poderosa chamada ‘música’.”
