Foto: reprodução
À medida que nos aproximamos do anúncio oficial do line-up do Primavera Sound Brasil 2026, os rumores começam a ganhar cada vez mais força. Para além dos nomes já cotados, reunimos alguns artistas que gostaríamos de ver ecoando pelos palcos do festival em São Paulo.
Seria especial, por exemplo, testemunhar Hayley Williams trazendo ao Brasil sua nova era com o aclamado disco solo Ego At A Bachelorette Party (2025), depois de estrear uma turnê à altura de seu momento mais autoral e reacender entre os fãs brasileiros os pedidos por uma passagem solo pelo país.
Também seria impossível não imaginar Zara Larsson em uma fase tão forte do pop contemporâneo, impulsionada por sua potência vocal e pelo reposicionamento de carreira após o viral de“Symphony” em 2024. Sua passagem pelo Rock in Rio, no mesmo ano, mostrou a força de seu nome no Brasil, e a fase atual indica que finalmente receberia a dimensão de público que o álbum Midnight Sun (2025) pede.
Outro nome que faria total sentido é PinkPantheress, fenômeno da produção musical e dona de uma identidade marcada por texturas eletrônicas, influências de drum and bass e uma estética que conversa diretamente com a geração do streaming. Acumulando mais de 1 bilhão de streams desde o primeiro viral na pandemia até “Boy’s a liar pt.2” , single de 2023, a artista se firmou como um dos nomes mais interessantes do pop alternativo atual.
Da mesma forma, ter JADE, ex-integrante do Little Mix, apresentando ao vivo a força de seu álbum de estreia sustentada por uma forte presença pop, indo além do legado de sua antiga trajetória. Ainda seria um ótimo momento para receber o novo príncipe do pop, Role Model, que vive hoje sua fase mais chamativa com Kansas Anymore, disco lançado em 2024.
Quem sabe Noah Kahan, que, após o impacto de “Stick Season”, canção de 2022, seja uma boa opção para o Primavera Sound Brasil, já que ele vem consolidando um espaço importante entre o folk, o country e o indie contemporâneo. Ainda inédito no Brasil, Noah seria uma aposta estratégica tanto pelo apelo artístico quanto pela oportunidade de ampliar as sonoridades do festival.
Sam Fender também é, sem dúvida, um daqueles nomes que parecem feitos para o evento na capital paulista. Com três álbuns extremamente sólidos, o cantor se firmou uma das principais referências do indie britânico atual, lotando arenas e estádios no Reino Unido. O recente single em parceria com Olivia Dean, que circulou fortemente nas redes nas últimas semanas, reforça ainda mais sua presença no imaginário do público. Por aqui, seria fácil imaginá-lo como um dos grandes fenômenos do festival.
Além disso, seria interessante ver artistas que orbitam a cena alternativa ganhando espaço e oportunidade em um festival como o Primavera Sound como Khamari, Adrianne Lenker e The Japanese House, que mesmo sem lançar um álbum desde 2023, segue em movimento e cada vez mais consolidada como um nome de peso no indie contemporâneo. A participação no universo criativo recente de Charli XCX e a abertura da “Ultrasound Tour”, de Lorde, nos Estados Unidos reforçam essa presença.
A banda Slowdive, um dos nomes mais emblemáticos do shoegaze, esteve no Primavera Sound em 2023 e deixou uma impressão que ainda permanece muito viva entre os fãs. Agora, com presença confirmada nas edições de Barcelona e Porto deste ano, o retorno ao país parece uma aposta bastante plausível, e totalmente desejada.
Por fim, seria quase icônico finalmente assistir à estreia de Fontaines D.C. no país após o cancelamento do show da banda no Lollapalooza Brasil do ano passado. Ver a era do elogiado álbum Romance, de 2024, invadindo os palcos brasileiros seria, sem dúvida, um dos reencontros mais aguardados pelos fãs. Quem você mais gostaria de ver na programação do Primavera Sound Brasil em dezembro?
