Foto: Diego Padilha
A edição de 2026 do Lollapalooza Brasil chegou ao fim neste domingo (22) se consolidando como uma das mais marcantes da história do festival no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Com um line-up potente e números expressivos, o evento reuniu cerca de 285 mil pessoas ao longo dos três dias, sendo 52% do público vindo de fora do estado.
Ao todo, mais de 70 atrações passaram pelos palcos, incluindo 34 artistas internacionais que se apresentaram exclusivamente no festival ou em sideshows, além de 15 estreias no país, entre elas, seis dos artistas mais pedidos pelo público. O evento também se destacou por trazer headliners no auge de suas carreiras e por valorizar nomes nacionais que ultrapassam o eixo Rio-São Paulo.
A força da curadoria refletiu diretamente no comportamento do público: 56% dos ingressos vendidos foram na modalidade Lolla Pass, que garante acesso a todos os dias de festival. Para muitos fãs, a decisão foi motivada justamente pela qualidade do line-up. O último dia de festival sintetizou bem a diversidade e a intensidade desta edição.
Um dos momentos mais aguardados foi a primeira apresentação solo de Tyler, the Creator no Brasil, que encerrou o Palco Budweiser com um show de forte apelo visual e grande presença de palco. O artista apresentou faixas como “St. Chroma”, “Rah Tah Tah”, “Noid” e “Darling, I”, além de sucessos como “EARFQUAKE” e “ARE WE STILL FRIENDS?”, mantendo o público completamente envolvido do início ao fim.
Antes dele, o palco recebeu uma sequência de apresentações marcantes. A cantora Papisa abriu o espaço com músicas dos álbuns Fenda (2019) e Amor Delírio (2024), seguida pelo enérgico show do Mundo Livre S/A, um dos precursores do manguebeat. Na sequência, DJO conquistou o público em sua estreia no Brasil com uma performance memorável, apresentando canções como “Awake” e “End of Beginning”, que encerrou a apresentação do astro de Stranger Things.
O Turnstile, responsável pelo penúltimo show do palco, levou sua mistura intensa de sonoridades e melodias marcantes, incluindo faixas como “T.L.C.”, “BLACKOUT”, “MYSTERY” e “ENDLESS”. No Palco Budweiser, a banda fez provavelmente o show mais intenso do Lollapalooza Brasil 2026, levando ao Autódromo de Interlagos toda a força do hardcore e do punk rock atual, o grupo de Brendan Yates apostou em músicas diretas e explosivas, criando rodas de mosh e fazendo a galera bater muita cabeça. O vocalista ficou tão satisfeito com a reação do público que, depois do show, fez até crowd surfing por cima do fãs.
No Palco Samsung Galaxy, o dia também foi marcado por estreias e momentos de forte conexão com o público. Jonabug abriu a programação, seguido por Nina Maia, que fez sua estreia no festival com um show vibrante. A dupla australiana Royel Otis animou a plateia com sucessos como “Oysters in My Pocket” e “Adored”. Um dos destaques foi Addison Rae, que reuniu uma multidão com um set dinâmico e coreografias marcantes, incluindo uma performance que terminou com uma “chuva” de notas estampadas com seu rosto.
Encerrando o palco, Lorde apresentou um show que percorreu diferentes fases de sua carreira, combinando músicas do álbum mais recente, Virgin (2025), com sucessos como “Royals”, “What Was That” e “Green Light”. Durante “Liability”, o público iluminou a plateia com lanternas de celulares, criando um dos momentos mais emocionantes da noite.
Já o palco Flying Fish reforçou a diversidade sonora do festival. Oruã explorou atmosferas densas entre o rock experimental e a psicodelia, enquanto FBC trouxe a fusão entre rap e funk com batidas envolventes. Antes, o grupo Balu Brigada se destacou com sua a energia dançante e o carisma que marcaram a ascensão da dupla.
Formado pelos irmãos Henry e Pierre Beasley, o grupo apresentou um set vibrante, com forte presença de sintetizadores e guitarras, conquistando o público com seu indie pop moderno e cheio de groove em uma performance intensa e bem sincronizada, reforçando sua reputação como um dos nomes mais promissores do cenário alternativo internacional e fazendo o público brasileiro cantar e dançar ao longo de toda a apresentação.
Encerrando o Flying Fish, o grupo KATSEYE fez sua estreia no Brasil e no Lollapalooza com um show marcado por coreografias precisas e grande energia, reunindo um público diverso e consolidando uma nova geração de fãs do festival.
Dedicado à música eletrônica, o Palco Perry’s by Fiat reuniu ao longo do dia artistas como Flavia Duarte, Entropia, Analu, Alírio,Idlibra, Zopelar e Røz, com sets que transitaram entre house, techno e outras vertentes da cena. No encerramento, ¥ØU$UK€ ¥UK1MAT$U apresentou um set intenso e caótico, seguido por Peggy Gou, que fechou o festival com grooves de house e techno melódico, transformando o espaço em uma grande pista de dança até os últimos momentos.
Além de celebrar o sucesso da edição de 2026, o Lollapalooza Brasil já projeta o futuro. O ingresso LollaLovers está confirmado para 2027, com início das vendas no dia 24 de março, às 12h, exclusivamente para clientes Bradesco. A compra será feita pelo site da Ticketmaster Brasil e, neste primeiro momento, estará disponível apenas para clientes dos cartões de crédito Bradesco pessoa física, next, Bradescard e Digio. A abertura para o público geral será anunciada em breve.
O LollaLovers, vale lembrar, representa um vínculo direto com o festival. A modalidade inclui o Lolla Pass para os três dias de evento, com condições especiais como parcelamento em até 12 vezes sem juros, isenção da taxa de conveniência, entrada preferencial no Autódromo e outros benefícios exclusivos. Pessoal e intransferível, o ingresso é limitado a um por CPF e se consolida como uma opção antecipada para os fãs que já querem assegurar seu lugar no próximo capítulo da história do Lollapalooza Brasil.
Até 2027!
