Foto: divulgação
A 13ª edição do Lollapalooza Brasil começou nesta sexta-feira (20) em grande estilo, com um dia ensolarado, ingressos esgotados e a confirmação de um line-up que já vinha sendo amplamente elogiado. A diversidade de artistas e a presença de headliners no auge de suas carreiras reforçam a curadoria assertiva do festival. Ao todo, 56% dos ingressos vendidos para 2026 foram do tipo Pass, evidenciando o interesse do público em vivenciar a experiência completa ao longo dos três dias de evento.
Pelo gramado, a pluralidade se manifestava no público. Fãs de diferentes idades e estilos ocuparam o Autódromo de Interlagos com looks que refletiam suas preferências musicais: do pop colorido inspirado em Sabrina Carpenter ao visual all black dos admiradores de Deftones, passando pela irreverência dos fãs de Viagra Boys e pelo mar de leques que acompanhou a performance de Doechii. Um dos primeiros shows do dia foi o do terraplana, que chamou a atenção do público enquanto os fãs de música chegavam ao Autódromo de Interlagos aos poucos.
No Palco Samsung Galaxy, a programação começou com a banda Ginger and the Peppers, vencedora do concurso Temos Vaga, da 89 FM. Na sequência, a curitibana terraplana apresentou suas guitarras densas e composições autorais como “Salto no Escuro” e “Amanhecer”.
O Palco Flying Fish iniciou suas atividades com a banda paulistana Worst. Em seguida, o Scalene retornou ao festival após hiato iniciado em 2022, incluindo no repertório o sucesso “Entrelaços”. Já a abertura do Palco Budweiser ficou a cargo de Stefanie, que fez sua estreia no festival acompanhada por uma banda completa. Em seguida, Negra Li apresentou um show carregado de afeto, com participações de seus filhos, Sofia e Noah, e também de Gloria Groove, que subiu ao palco para um dueto de “Retrovisor”. Na sequência, o Blood Orange entregou uma performance sensível e multifacetada, transitando entre vocais, guitarra, violoncelo e piano em faixas como “Saint”, “Jesus Freak Lighter” e “Charcoal Baby”.
Depois, o Viagra Boys marcou a edição com seu som potente e cheio de energia, destacando o pós-punk dentro do evento. O show da banda sueca foi um dos momentos mais intensos da programação alternativa com um set marcado pela sonoridade crua e letras ácidas. No palco, o Viagra Boys demonstrou muita energia e entregou uma apresentação ao mesmo tempo caótica e envolvente, conquistando o público com seu estilo irreverente e performances imprevisíveis.
Em seguida, Ruel apresentou sucessos como “I Don’t Wanna Be Like You” e também mostrou ao vivo a canção “Don’t Say That” pela primeira vez no Brasil.
O show do Interpol no Lollapalooza Brasil 2026 foi marcado por uma atmosfera elegante e intensa, reforçando a identidade sombria e precisa que consagrou a banda no indie rock. Ao se apresentar no Autódromo de Interlagos, o grupo liderado por Paul Banks percorreu um setlist recheado de clássicos, com guitarras afiadas e clima melancólico que envolveram o público desde o início.
A performance também contou com a participação do baterista Urian Hackney, substituindo Sam Fogarino durante a turnê, sem comprometer o entrosamento do trio no palco. Com início no fim da tarde, o show ajudou a abrir a primeira noite do festival com força, consolidando o Interpol como um dos destaques da edição. Ao mesmo tempo, o DJ Diesel Aka Shaquille O’Neal entrou em cena com uma apresentação enérgica e pirotécnica, demonstrando carisma e forte interação com o público no Palco Perry’s By Fiat.
Uma das atrações mais aguardadas desta edição, a americana Doechii não decepcionou. Em sua estreia no Brasil, a artista combinou coreografias marcantes, batidas de funk e um cenário impactante, enquanto o público respondia com entusiasmo, o que ficou claro pelo coro de leques que ecoava pelo festival. No repertório, sucessos como “Anxiety”, “Girl, Get Up”, “Nissan Altima” e “Denial Is a River”. Enquanto isso, o trio canadense Men I Trust apresentou músicas como “Show Me How” e “Come Back Down” no palco Flying Fish.
Encerrando o Palco Samsung Galaxy, o Deftones apostou em faixas de seu novo álbum, sem deixar de lado clássicos como “Be Quiet and Drive (Far Away)”, “My Own Summer (Shove It)” e “Change (In the House of Flies)”, mantendo o público engajado do início ao fim.
Mais tarde, o show de Sabrina Carpenter no Lollapalooza Brasil 2026 foi um dos momentos mais aguardados do primeiro dia do festival. Como uma das headliners da edição, a artista levou ao palco principal um repertório marcado por seus maiores sucessos e pela fase recente da carreira, consolidando seu status como um dos principais nomes do pop atual. A apresentação, que contou com “Taste” logo no início do repertório, fez parte da série de shows que a cantora vinha realizando em grandes festivais internacionais, reforçando sua conexão com o público latino-americano.
Com uma performance descrita como energética e “alto-astral”, Sabrina apostou em interação constante com os fãs e em um setlist pensado para não deixar o público parado, incluindo hits virais e músicas queridinhas da nova era. A recepção foi calorosa, com o público brasileiro acompanhando em coro e transformando o show em algo memorável, com aconteceu durante a execução de “Manchild”. Além da presença de palco carismática, a cantora reforçou sua imagem como uma das artistas mais populares da nova geração, entregando um espetáculo vibrante e memorável dentro do festival.
Se Sabrina comandava o palco Budweiser para encerrar a noite, Edson Gomes reafirmou sua relevância no reggae nacional ao fechar o Palco Flying Fish com clássicos como “Perdido de Amor”, em uma apresentação marcada pela forte interação com a plateia. Depois, Kygo finalizou o primeiro dia do Lolla BR em 2026 com um espetáculo marcado por grandes sucessos e efeitos visuais.
