mgk estreia no Rock in Rio com mistura de rap, emo e pop punk

mgk estreia no Rock in Rio com mistura de rap, emo e pop punk

Foto: Mare Femiani

mgk, nome artístico adotado por Colson Baker, fez sua estreia no Rio de Janeiro neste sábado (5), no Rock in Rio, levando ao Palco Mundo uma apresentação que percorreu diferentes fases de sua carreira. Aos 36 anos, o artista americano revisitou sua trajetória iniciada no rap e marcada, ao longo dos anos, por uma aproximação cada vez maior com o emo, o rock alternativo e o pop punk.

Durante cerca de uma hora, o rapper e cantor apostou principalmente na sonoridade mais pesada de seu repertório e apresentou ao público brasileiro a nova fase de sua identidade artística. A mudança também passa pelo próprio nome: Machine Gun Kelly, alcunha que remetia ao personagem inspirado no gângster dos anos 1930, deu lugar a mgk, em tentativa do artista de representar uma identidade mais pacífica e conectada ao momento atual de sua carreira.

“FIX UR FACE”, lançada no ano passado, abriu a apresentação e já estabeleceu a atmosfera do show. A faixa combina elementos de pop rock e rap com referências ao rock radiofônico, incluindo uma participação de Fred Durst, vocalista do Limp Bizkit, em sua versão de estúdio.

O repertório também percorreu outras fases da carreira do cantor. Apesar de ter construído parte de sua popularidade com o hit “Bad Things”, parceria com Camila Cabello, a música ficou de fora do setlist. A faixa, que alcançou grande repercussão internacional, utiliza elementos de “Out of My Head”, do trio texano Fastball, reforçando a característica recorrente na trajetória de MGK de se aproximar entre referências do pop, hip-hop e rock.

A relação do artista com o público brasileiro, entretanto, não começou no Rock in Rio. O ex-companheiro de Megan Fox já havia se apresentado no país durante o Lollapalooza Brasil, em 2022, quando trouxe uma performance que também refletia sua fase de transição musical. Na ocasião, mgk falou sobre a intenção de apresentar no palco um retrato de seu momento artístico, sem a preocupação de buscar uma execução excessivamente calculada.

A transformação permanece como um dos elementos centrais de sua carreira. Depois de ganhar projeção no rap, o controverso artista passou a investir cada vez mais em guitarras, melodias melancólicas e referências ao emo e ao pop punk, estabelecendo uma identidade que dialoga tanto com o rock dos anos 1990 quanto com a estética das bandas que dominaram o gênero nas décadas seguintes.

No palco do Rock in Rio, tal mistura apareceu também na performance. Entre músicas mais pesadas e momentos de maior apelo pop, MGK explorou diferentes facetas de sua personalidade artística, combinando atitude de rapper, elementos performáticos do pop e a intensidade característica do pop punk.

Um dos destaques ficou para “my ex’s best friend”, faixa que encerrou a apresentação. A música, lançada em parceria com blackbear, sintetiza boa parte da fase atual de mgk ao unir guitarras, melodia pop e uma atmosfera emocional que se tornou uma das marcas de seu trabalho mais recente.

Em sua primeira passagem pelo Rock in Rio, mgk apresentou, assim, um retrato de uma carreira em constante transformação. Entre o rap que marcou seus primeiros passos e o pop punk que ocupa atualmente o centro de sua produção, o artista mostrou no festival uma sonoridade construída a partir do encontro entre diferentes gêneros.

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