Foto: Mare Femiani
Calvin Harris encerrou a programação do Palco Mundo no Rock in Rio neste domingo (6) levando para a Cidade do Rock uma apresentação que uniu alguns dos maiores sucessos da música eletrônica e do pop atual a uma produção audiovisual de grandes proporções. Em noite marcada por diferentes vertentes da música, o DJ e produtor escocês assumiu a missão de fechar o palco principal e não deixou ninguém ficar parado com uma fileira de hits na cabine.
A escolha de Harris para encerrar a programação também teve um caráter histórico. O artista se tornou o primeiro DJ a ocupar a posição de headliner do Palco Mundo, movimento que reforça o espaço cada vez maior que a música eletrônica conquistou dentro dos grandes festivais. Acostumado a comandar multidões ao redor do mundo, o produtor levou ao Rock in Rio um espetáculo pensado para funcionar tanto pela força dos sucessos quanto pelo impacto visual.
Com cerca de 80 milhões de ouvintes mensais no Spotify e mais de 35 bilhões de streams acumulados ao longo da carreira, Calvin Harris está entre os nomes mais populares da música eletrônica contemporânea. Sua trajetória é marcada pela capacidade de transformar faixas eletrônicas em grandes sucessos pop, construindo parcerias com alguns dos principais artistas da indústria e alcançando públicos que vão muito além das pistas de dança.
Tal característica ficou evidente no repertório apresentado no Palco Mundo. Harris revisitou músicas que ajudaram a definir diferentes momentos de sua carreira e que se tornaram conhecidas mundialmente. Entre os destaques estiveram “Sweet Nothing”, parceria com Florence Welch, e “One Kiss”, colaboração com Dua Lipa, faixas que despertaram bastante a reação da plateia na primeira etapa do set.
O repertório funcionou como retrospectiva dos grandes momentos da carreira do produtor. “We Found Love” e “This Is What You Came For”, parcerias com Rihanna, que se tornaram grandes sucessos da década passada, representam a habilidade de Harris em unir a estrutura da música eletrônica ao formato do pop. Já “Summer” e “Feel So Close”, canções que o próprio Calvin canta, reforçaram a identidade mais acessível de seu trabalho.
Ao longo da apresentação, a música esteve acompanhada por uma produção visual grandiosa. Imagens exibidas no enorme telão do Palco Mundo se combinaram com uma iluminação marcada por lasers, criando diferentes atmosferas durante o set. A estrutura visual aumentou a sensação de imersão e ajudou a transformar o encerramento da noite em uma experiência audiovisual.
A iluminação teve papel importante na construção do espetáculo. Os feixes de laser atravessaram a Cidade do Rock enquanto as batidas eletrônicas conduziam o público, criando um cenário característico das grandes apresentações de música eletrônica. Com a plateia diante do palco principal, Harris utilizou a produção para potencializar cada mudança de ritmo e manter a energia elevada durante o encerramento.
A força dos hits também fez com que a apresentação dialogasse com diferentes gerações. Muitas das músicas escolhidas por Harris fazem parte da trilha sonora da cultura pop dos últimos anos e continuam presentes em festas, rádios, playlists e plataformas digitais. No Rock in Rio, as faixas ganharam uma dimensão ainda maior diante de uma plateia formada por milhares de pessoas.
Calvin Harris mostrou ao público do festival a dimensão que a música eletrônica alcançou dentro da programação de um dos maiores festivais de música e entretenimento do mundo. Ao ocupar o posto de headliner do Palco Mundo, o produtor passou a fazer parte da história do festival e reforçou a presença dos DJs no espaço reservado aos grandes nomes da música internacional.
O encerramento, por volta de 1h30, evidenciou a capacidade de Harris para transformar uma sequência de músicas em uma experiência coletiva. Com batidas conhecidas e produção visual grandiosa, o artista conduziu o público por uma viagem pelos principais momentos de sua carreira e ainda fez parte de um momento simbólico para a história do Rock in Rio.
