Foto: Leo Sang
Apesar de parecer uma obra inspirada na fugacidade dos novos tempos, o mais recente lançamento de Chuck Hipolitho é fruto de um conceito que o músico cultiva há décadas: canções diretas que falam o suficiente e somem imediatamente. Intitulado short shorts vol. 1, o material composto por cinco faixas com duração de segundos chegou nas plataformas de streaming nesta quinta-feira (25).
Em seu novo trabalho de estúdio, Chuck, dono de uma grande bagagem no rock, resolveu experimentar um formato um pouco difetente, com músicas cirúrgicas de origem bem específica e afetiva. Em nota para a imprensa, o músico comentou:
“A paixão por essa ideia vem dos desenhos animados e suas aberturas perfeitas, como Hora de Aventura, Sealab 2021 e South Park. Vem também da música pop, do punk e do rock alternativo.”
Vale lembrar que Chuck Hipolitho é dono de um vasto currículo na cultura pop brasileira. Ele foi VJ e produtor da MTV Brasil e integrou bandas como Forgotten Boys e Vespas Mandarinas, lançando mais de 15 discos na carreira, além de indicações ao VMB e Grammy Latino.
Após anos no comando do estúdio Costella, Chuck atualmente se desdobra em outras funções como baterista do CSS, líder no projeto Zarolcomzê e figura atuante nos bastidores do mercado como produtor executivo e artístico do Artsy Club Studio.
Em short shorts vol. 1, o músico mistura reflexões profundas, piadas internas e homenagens históricas em faixas que não chegam a atingir 40 segundos. Diferente do método tradicional de composição, o EP inverte a ordem de criação. Segundo Chuck:
“Escolho uma ideia que pode ser desenvolvida, escrevo a letra da forma mais sintética possível, defino verso e refrão e parto para a composição. São músicas que partem de um texto. Na hora de gravar, é muito rápido: normalmente registro tudo sozinho em menos de uma hora e depois só finalizo.”
O compacto abre com a faixa “paleolithic emotions”, inspiradapor uma frase do biólogo E. O. Wilson. Na canção “easy like a fart”, Chuck brinca em tom jocoso com a aparente facilidade que as pessoas têm em alcançar uma epifania.
Depois, em “my giant”, é abordado o espaço mental que todo ser humano possui, enquanto “don’t amigo me” funciona como uma crítica direta à superficialidade contemporânea das relações interpessoais. Já a faixa “the velvet underground” fecha o EP com uma homenagem explícita a um dos grupos mais influentes da história do rock alternativo americano.
O projeto, aliás, não para por aí. Depois da estreia do primeiro volume, short shorts vol. 2 já está em processo de produção.
Ouça shorts shorts vol.1 logo abaixo!
