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O Primavera Sound São Paulo 2026, que acontece nos dias 5 e 6 de dezembro, em Interlagos, vai reunir artistas que se destacam não apenas pela música, mas também por seus estilos. Entre os nomes estão Cara Delevingne, FKA twigs, Lily Allen, The Strokes, Yung Lean, Duquesa e Gaby Amarantos.
Da alta-costura ao streetwear, passando pelo glam rock e pela moda underground, o line-up reúne diferentes formas de usar as roupas para expressar personalidade. Para alguns artistas, o figurino completa a apresentação. Para outros, ele ajuda a criar uma identidade que acompanha a música dentro e fora dos palcos.
Cara Delevingne é um dos nomes que representam essa conexão entre moda e música. Antes de investir na carreira musical, a britânica ganhou destaque internacional como modelo e desfilou para marcas como Burberry e Chanel. Agora, ela também explora os sons do pop com “Not Normal”, seu álbum de estreia, que mistura art-pop e música eletrônica experimental.

No sábado (05/12), o público também poderá acompanhar FKA twigs, conhecida por unir música, dança e moda. Seu estilo mistura referências futuristas, sensualidade e roupas com formatos marcantes, transformando os shows em experiências visuais. Para conhecer diferentes fases de sua carreira, vale ouvir “Two Weeks”, “cellophane” e “Water Me”.

O The Strokes segue uma direção diferente. A banda se tornou uma das referências do estilo indie sleaze, que ganhou força no início dos anos 2000. Jaquetas de couro, camisetas básicas, jeans justos, tênis desgastados e peças vintage fazem parte desse visual, ligado à cena alternativa da época. A imagem do grupo marcou uma geração e continua influenciando a moda.
Já Lily Allen combina referências vintage, estilo britânico e uma personalidade que também aparece em suas letras. A cantora mantém uma relação com o mundo da moda, que inclui uma parceria com a Chanel. Em músicas como “Smile”, “The Fear” e “Fuck You”, humor, críticas sociais e provocações se encontram, assim como em sua imagem, que mistura referências clássicas e atitude pop.

Na cena alternativa, a espanhola Metrika une música urbana e um visual ligado à cultura digital. Faixas como “TOTO DE LOCA”, “Lip Combo”, parceria com D.Basto e l0rna, e “CONEJITA PLAYBOY” ajudam a conhecer seu trabalho, marcado por uma estética ousada e provocadora.
Essa mistura de música e performance também aparece no Model/Actriz, banda norte-americana de rock que se aproxima da moda underground. “Mosquito”, “Crossing Guard” e “Cinderella” estão entre as faixas que apresentam o som do grupo, que combina guitarras intensas, ruídos e momentos mais melódicos.
Entre os brasileiros, Johnny Hooker aposta em um visual glam, com brilho, maquiagem e figurinos marcantes. O cantor tem referências como Madonna, David Bowie e Caetano Veloso. Para ele, a imagem também faz parte do espetáculo e ajuda a contar histórias junto com as músicas.
No domingo (06/12), Ecco2k e Yung Lean levam ao festival referências da cultura digital e da moda alternativa. Integrante do coletivo criativo Drain Gang, Ecco2k mistura música, design e roupas fora do comum. Seu trabalho se conecta à cena underground e mostra como a internet influencia a construção de uma identidade visual.
Yung Lean também é um nome importante na relação entre rap alternativo e streetwear. O artista sueco faz parte de uma geração que aproximou música, moda e comunidades virtuais, levando referências de diferentes grupos e estilos para sua imagem. Na mesma programação, a DJ e artista Arca explora temas como corpo, tecnologia e identidade por meio de uma proposta visual experimental, que foge dos padrões tradicionais.

A moda também é uma forma de expressão para a rapper baiana Duquesa. Com referências do rap e do streetwear, a artista ganhou espaço no São Paulo Fashion Week e participou de uma parceria com uma marca de roupas, que criou peças inspiradas em sua trajetória musical e em seu estilo urbano.

Gaby Amarantos, por sua vez, leva para seus figurinos referências da cultura paraense. Cores, brilho e volumes ajudam a destacar suas origens e a valorizar elementos da região amazônica. Em seu trabalho, a moda também serve para contar sua história e apresentar referências regionais a públicos de diferentes lugares.
O quarteto japonês ATARASHII GAKKO! transforma os figurinos em parte importante de sua identidade. O grupo mistura referências de uniformes escolares, streetwear, roupas retrô e apresentações teatrais para criar um visual irreverente, que combina elementos da cultura japonesa com liberdade criativa.
A cantora e compositora Julia Mestre segue outro caminho. Seu estilo mistura referências das décadas de 1970 e 1980 com elementos do glam. Com influências de Rita Lee e Marina Lima, ela combina roupas, maquiagem, cabelo e fotografia para criar uma imagem que conversa com sua música e com a cultura pop brasileira.
Para completar a seleção, a dupla norueguesa Smerz aposta em um estilo mais minimalista e experimental. Entre o pop alternativo e a música eletrônica, as artistas exploram sons e atmosferas que também se aproximam da moda contemporânea. “You Got Time and I Got Money”, “A Thousand Lies” e “Feisty” são boas opções para conhecer o trabalho da dupla.
Serviço — Primavera Sound São Paulo 2026
Datas: 5 e 6 de dezembro de 2026
Local: Interlagos, São Paulo
Ingressos: https://www.primaverasound.com/pt/sao-paulo
