Foto: Cintia Mello
Depois da apresentação explosiva do The Hives, o Rise Against assumiu o Palco Mundo do Rock in Rio 2026 nesta sexta-feira (4) e manteve o peso da noite em alta. Representante de uma vertente mais política e combativa do punk rock, a banda americana levou para a Cidade do Rock a intensidade que acompanha sua trajetória, apostando em guitarras distorcidas, vocais explosivos e refrões cantados em coro por milhares de fãs.
Desde os primeiros minutos, a resposta do público foi imediata. O repertório percorreu diferentes momentos da carreira do grupo e reuniu algumas de suas músicas mais conhecidas, entre elas “Savior”, “Prayer of the Refugee” e “Ready to Fall”. As faixas fizeram o gramado do Rock in Rio se transformar em um grande espaço de celebração do punk, com os fãs acompanhando cada verso e criando uma atmosfera de constante movimento.
A energia também tomou forma nas diversas rodas punk abertas no meio da plateia. Os mosh pits surgiam e cresciam durante as músicas mais intensas, enquanto o público se movimentava ao ritmo das guitarras e da bateria. Nesse clima, os fãs se tornaram parte da apresentação, respondendo aos estímulos da banda e mantendo a vibração elevada durante praticamente todo o set.
À frente do Rise Against, Tim McIlrath reforçou a proximidade com a plateia brasileira. O vocalista conversou com os fãs, circulou pelo palco e aproveitou diferentes momentos para estabelecer uma conexão direta com quem acompanhava a apresentação. A relação construída entre artista e público ajudou a transformar o show em uma experiência ainda mais coletiva.
A apresentação ganhou ainda um capítulo inesperado antes mesmo de a banda subir ao palco. McIlrath revelou, durante o show, que os instrumentos do Rise Against haviam sido extraviados. Para que a apresentação pudesse acontecer, o grupo precisou utilizar equipamentos disponibilizados por outras pessoas.
O imprevisto, no entanto, não diminuiu a potência da performance. Pelo contrário, a banda seguiu em frente e entregou um espetáculo marcado pela mesma intensidade que define seus shows. As guitarras, os vocais e a bateria sustentaram uma apresentação que não deixou o problema logístico interferir na conexão com o público.
