Rock in Rio transforma o céu do Rio de Janeiro em espetáculo aéreo para turistas

Rock in Rio transforma o céu do Rio de Janeiro em espetáculo aéreo para turistas

Foto: divulgação

Há mais de quatro décadas, o Rock in Rio faz parte da história do Rio de Janeiro e contribui para projetar a cidade para o mundo. Em 2026, tal conexão ganha novos contornos com uma série de ações que transformam a capital fluminense em uma extensão do festival, reforçando seu papel como impulsionador do turismo, da economia criativa e da imagem do Rio como destino global de cultura e entretenimento.

Desde sua criação, em 1985, o Rock in Rio deixou de ser apenas um evento musical para se consolidar como uma plataforma capaz de projetar a capital fluminense para o Brasil e para o mundo, impulsionando o turismo, movimentando a economia criativa e fortalecendo a imagem da cidade como um dos principais destinos globais de entretenimento e cultura.

À frente da trajetória está Roberto Medina, presidente da Rock World, que segue investindo em iniciativas capazes de ampliar o alcance do festival para além dos limites da Cidade do Rock. Em 2026, após registrar a maior pré-venda de ingressos de sua história, esgotada em menos de duas horas, o evento inicia a contagem regressiva para a venda geral, marcada para 8 de junho, às 19h, com uma grande ação de ocupação urbana que transformará o Rio de Janeiro em palco a céu aberto.

Nos dias 6 e 7 de junho, durante o feriadão, mais de 20 paramotores sobrevoarão alguns dos principais cartões-postais da cidade, criando imagens cinematográficas e reforçando a conexão entre o festival e o território carioca. A ação será complementada por aviões que cruzarão a orla exibindo a mensagem “EU VOU”, ampliando a presença da marca Rock in Rio nos céus da cidade. Inspirada na exuberância natural do Rio de Janeiro, a iniciativa busca valorizar as paisagens locais e, ao mesmo tempo, promover o destino turístico para todo o país.

A ocupação criativa também acontecerá em terra. Ao longo dos dois dias, bandeiras com a mensagem “EU VOU” e guitarras gigantes serão instaladas em locais emblemáticos, como Lagoa e Arpoador, reforçando a presença do festival no cotidiano da cidade e transformando espaços públicos em pontos de interação com moradores e turistas.

A ligação entre o Rock in Rio e o Rio de Janeiro se reflete diretamente nos impactos econômicos gerados pelo evento. Segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), a edição de 2026 deverá movimentar cerca de R$3,36 bilhões na economia, consolidando o festival como o evento privado de maior impacto econômico da cidade e colocando-o no mesmo patamar de relevância de celebrações tradicionais como o Carnaval e o Réveillon.

A expectativa é que sejam gerados aproximadamente 33,9 mil postos de trabalho, entre empregos diretos e indiretos, além de uma ampla movimentação nos setores de turismo, hotelaria, alimentação, transporte, comércio, entretenimento e serviços. O estudo aponta ainda que, para cada R$1 investido na realização do festival, outros R$ 6,59 são movimentados na economia brasileira.

Os números refletem uma trajetória consistente de crescimento. Em 2017, o impacto econômico estimado era de R$2,65 bilhões. Já em 2024, a projeção inicial de R$2,9 bilhões foi superada, alcançando R$3,2 bilhões ao final da edição. Em 2026, a expectativa de R$3,36 bilhões confirma a evolução contínua do festival e sua capacidade de ampliar resultados a cada realização.

O crescimento está diretamente associado à constante reinvenção do Rock in Rio. Além de atrair artistas de relevância internacional, o festival investe continuamente em inovação, infraestrutura, tecnologia e experiências inéditas para o público. A edição anterior foi marcada pelo The Flight, atração que se tornou símbolo da experiência imersiva proposta pelo evento. Em 2026, os paramotores surgem como mais um elemento capaz de ampliar a narrativa visual do festival, despertando a curiosidade do público e expandindo sua presença para além dos dias de shows. Medina, que fundou o Rock in Rio tanto tempo atrás, comentou:

“Não à toa Gil posiciona o Rio no patamar que ele merece. O Rio de Janeiro tem vida, tem uma beleza plural, das praias, das montanhas, das pessoas, que extrapolam o significado de vida. Aqui transformamos oportunidades e traduzimos vontades em realizações. O Rio movimentou R$41 bilhões com a indústria criativa no ano passado. A cidade recebe por ano cerca de 12 milhões de turistas, número semelhante ao total de visitantes que já passaram pelas edições do Rock in Rio ao longo de sua história. Trazemos turistas e impactamos a cidade economicamente de uma forma impressionante.”

Segundo o executivo, o impacto do festival se torna ainda mais expressivo quando comparado aos resultados do turismo local. Em 2025, o setor movimentou R$27,2 bilhões na cidade, enquanto uma única edição do Rock in Rio representa aproximadamente 12% desse volume. Em 2024, quando o festival foi realizado, o evento respondeu por cerca de 38% de toda a movimentação turística registrada no período.

Além dos resultados econômicos, o Rock in Rio se estabeleceu como uma das mais relevantes plataformas de comunicação e experiência do país. A atuação dele ultrapassa os dias de festival, criando oportunidades de conexão contínua entre marcas e consumidores ao longo de toda a jornada de comunicação.

Nesta edição, cerca de 70 marcas de diferentes segmentos já estão associadas ao evento, incluindo empresas dos setores automotivo, beleza, moda, transporte aéreo, telecomunicações, alimentos, bebidas e seguros. A capacidade de gerar engajamento e construir vínculos emocionais fortalece o posicionamento do festival como uma plataforma de negócios, entretenimento e construção de marca.

Com expectativa de receber 700 mil pessoas em 2026, o festival também reforça seu papel como impulsionador do turismo de experiência. Dados da venda do Rock in Rio Card mostram que houve crescimento de 20% no número de compradores de fora do estado em comparação com a edição de 2024. Atualmente, 55% dos ingressos da modalidade pertencem a pessoas residentes em outras unidades da federação.

O movimento gera impactos que vão muito além da Cidade do Rock. Os visitantes ampliam sua permanência na cidade, circulam por diferentes regiões, frequentam restaurantes, visitam atrações turísticas e consomem serviços diversos, fortalecendo toda a cadeia econômica ligada ao turismo. Medina complementou em nota para a imprensa:

“Estes números são incríveis para o festival, mas ainda mais relevantes para o Rio de Janeiro. Movimentamos um montante que contribui positivamente para diversos setores da economia. O que antes era um período de menor atividade se transformou em uma época de grande movimentação para a cidade. Precisamos desse Rio pulsante, e o Rock in Rio ajuda a construir isso.”

Com o objetivo de ampliar ainda mais o elo entre visitantes e cidade, o festival fortalece iniciativas voltadas ao turismo local. Um dos principais exemplos é a plataforma Viva o Rio com o Rock in Rio, criada em 2024 e ampliada para 2026. O projeto reúne parceiros estratégicos como Visit Rio, HotéisRIO, ABIH-RJ, TurisRio, Itaú Unibanco e Editora Globo para oferecer benefícios exclusivos aos portadores de ingressos, incluindo descontos em hospedagem, atrações turísticas, restaurantes e experiências espalhadas por diferentes regiões da capital do Rio de Janeiro.

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