Foto: divulgação
Depois de um hiato de 15 anos sem lançar álbum de inéditas, o Social Distortion vive um dos momentos mais celebrados de sua trajetória recente. Embalada por Born to Kill (2026), disco recebido com entusiasmo pela crítica internacional, a banda americana vai retornar ao Brasil em novembro para duas apresentações: no dia 14, no Vibra São Paulo, e no dia 15, na Live Curitiba. Esta será a primeira visita do grupo ao país desde 2010.
Os ingressos estarão disponíveis pela 101 Tickets a partir das 10h desta terça-feira (28). A expectativa em torno da turnê é justificada. O Social Distortion esteve no Brasil apenas uma vez, em 2010, e, desde então, o retorno da banda se tornou um dos pedidos mais frequentes entre fãs de punk rock, rock alternativo e do tradicional rock n’ roll dos Estados Unidos.
No entanto, a volta não acontece em clima de nostalgia. Lançado em maio pela Epitaph Records, o novo disco representa o oitavo trabalho de estúdio do grupo e encerra o maior intervalo entre dois lançamentos de sua trajetória, sucedendo Hard Times and Nursery Rhymes, de 2011. Born to Kill, no quadro geral, reafirma a identidade construída pelo Social Distortion ao longo de mais de quatro décadas.
No material, Mike Ness, vocalista do grupo, volta a explorar temas que marcaram sua composição desde o início da carreira, personagens moldados por perdas, vícios, culpa, sobrevivência, orgulho ferido e a vida na estrada, sobre uma base que mistura punk rock, rock’n’roll clássico, blues, country e rockabilly. Com 11 faixas, o álbum reúne músicas como “Born to Kill”, “No Way Out”, “The Way Things Were”, “Partners in Crime”, “Crazy Dreamer”, “Walk Away (Don’t Look Back)” e a releitura de “Wicked Game”, clássico de Chris Isaak.
O resultado preserva os refrãos diretos e a interpretação característica de Ness, elementos que fizeram do Social Distortion uma referência muito além da cena punk. Formado em 1978, em Fullerton, no condado de Orange County, na Califórnia (EUA), o Social Distortion surgiu dentro da explosão do punk californiano, mas rapidamente construiu uma identidade própria. Enquanto muitas bandas da época permaneceram ligadas ao hardcore, Mike Ness ampliou os horizontes sonoros do grupo ao incorporar referências de artistas como Hank Williams e Rolling Stones, além de elementos de blues, country e rockabilly.
Tal combinação fez do Social Distortion uma das bandas mais respeitadas e influentes do rock americano. A discografia do grupo inclui ainda álbuns fundamentais como Mommy’s Little Monster (1983), Prison Bound (1988), Social Distortion (1990), Somewhere Between Heaven and Hell (1992), White Light, White Heat, White Trash (1996), Sex, Love and Rock ‘n’ Roll (2004) e Hard Times and Nursery Rhymes (2011).
Ao longo da carreira, a banda estabeleceu um estilo em que intensidade emocional, melodias marcantes e o espírito do rock de estrada convivem de forma natural. Clássicos como “Story of My Life”, “Ball and Chain”, “Bad Luck”, “Don’t Drag Me Down”, “Reach for the Sky” e a versão de “Ring of Fire”, eternizada por Johnny Cash, ajudaram a transformar o grupo em uma referência que ultrapassa gerações e fronteiras do punk. A realização da turnê é da Solid Music, com apoio da Caveira Velha e da Desgosto Discos. Os parceiros oficiais de mídia são a 23 Punk e a Tedesco Mídia.
SERVIÇO:
Social Distortion em São Paulo
Data: 14 de novembro de 2026
Local: Vibra (Avenida das Nações Unidas, 17955, São Paulo/SP)
Ingresso: 101tickets.com.br/events/details/Social-Distortion-SP-2026-11-14
Social Distortion em Curitiba
Data: 15 de novembro de 2026
Local: Live (Rua Itajubá, 143, Curitiba/PR)
Ingresso: 101tickets.com.br/events/details/Social-Distortion-CWB-2026-11-15-x
