Avenged Sevenfold encerra noite do Rock in Rio com heavy metal, clássicos e espetáculo visual

Avenged Sevenfold encerra noite do Rock in Rio com heavy metal, clássicos e espetáculo visual

Foto: Alex Woloch

Fechando a noite deste sábado (5) no Palco Mundo do Rock in Rio 2026, o Avenged Sevenfold fez a Cidade do Rock virar um grande templo do heavy metal. Em uma apresentação marcada por riffs pesados, vocais intensos e uma produção visual grandiosa, a banda americana entregou um dos momentos de maior impacto da noite e fez o público cantar, pular e acompanhar cada movimento do palco.

Logo nos primeiros acordes, a reação da plateia deixou claro o tamanho da expectativa pelo retorno do grupo ao festival. Músicas como “Nightmare”, “Game Over”, “Afterlife”, “Seize the Day”, e “Hail to the King” fizeram o público assumir o protagonismo em diversos momentos, cantando os refrões em coro e respondendo com gritos aos comandos de M. Shadows.

A apresentação ganhou dimensão extra graças ao gigantesco painel de LED do Palco Mundo. Projeções sombrias e arrepiantes acompanharam as músicas, criando diferentes atmosferas ao longo do repertório. Os efeitos em 3D foram um dos destaques da produção e surpreenderam a plateia ao criar imagens que pareciam avançar para além da tela, fazendo com que o público se sentisse dentro do universo visual criado pela banda.

O repertório percorreu diferentes fases da carreira do Avenged Sevenfold. “M.I.A.” foi um dos momentos de maior intensidade, enquanto “Bat Country” provocou uma reação imediata dos fãs, que cantaram a música praticamente do início ao fim. Já “A Little Piece of Heaven” trouxe um dos momentos mais teatrais da apresentação, com a combinação entre a narrativa da faixa e as imagens exibidas nos painéis.

Outro ponto alto veio com “Unholy Confessions”, música que representa uma fase mais pesada da trajetória da banda e que recebeu uma resposta especialmente intensa dos fãs. O público abriu rodas e acompanhou os riffs com uma energia que tomou conta da Cidade do Rock.

A relação entre banda e plateia também ficou evidente nas intervenções de M. Shadows. O vocalista conversou com os fãs e conduziu os momentos de participação coletiva, enquanto milhares de pessoas respondiam em coro. Em vários momentos, o som vindo da plateia chegou a competir com o próprio sistema de som do festival.

A apresentação ganhou ainda mais peso dentro da programação da noite. Antes do Avenged Sevenfold, o Palco Mundo havia recebido Sepultura, mgk e Bring Me The Horizon, em uma sequência que transitou por diferentes vertentes do rock atual A diversidade da escalação, no entanto, também gerou discussões entre os fãs, especialmente após a recepção controversa ao show de MGK.

O próprio M. Shadows comentou a questão durante a passagem da banda pelo festival e defendeu o respeito entre diferentes públicos e artistas do rock. Para o vocalista, nomes de diferentes gerações e vertentes fazem parte de um mesmo cenário e contribuem para manter o gênero em movimento.

No palco, entretanto, as discussões deram lugar à música. Com “Shepherd of Fire”, “Almost Easy” e “Cosmic”, entre outros destaques, o Avenged Sevenfold conduziu uma apresentação que alternou momentos de pura agressividade sonora com passagens mais atmosféricas e teatrais.

O encerramento confirmou a força do encontro entre a banda e os fãs brasileiros. A plateia permaneceu efervescente até os últimos acordes, cantando, pulando e celebrando um grupo que voltou ao Rock in Rio disposto a fazer do heavy metal o protagonista da madrugada.

Com repertório repleto de clássicos e uma produção visual que explorou ao máximo o gigante LED do Palco Mundo, o Avenged Sevenfold encerrou a noite em grande estilo, com uma experiência audiovisual de grande escala que rendeu um dos momentos mais impactantes do Rock in Rio 2026.

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